…ainda bem que chegaste ao fim. No dia 1 eu já sabia que tudo iria correr mal, mas confesso que entrei em negação. Estive na sala de espera do IPO em negação. Passaram-se três semanas desde o funeral, e eu às vezes acho que continuo em negação.
Agosto foi o mês em que perdi o meu segundo pai, o homem que podia ser meu tio, mas foi também com quem trabalhei durante os últimos 12 anos. Foi uma pessoa que me moldou para o adulto que sou hoje e me ensinou tanto que, mesmo quando os dias são maus, eu consigo sorrir um pouco porque tenho um pouco dele em todas as decisões que tomo.
A morte é uma coisa estúpida, sem sentido. E cada um lida com as coisas como quer e consegue, por isso tenho aceite as oscilações de humor e os extremos.
Num dia quero ficar enrolada numa bola e ler e esquecer que o mundo real existe, noutro só penso que tenho que viver a vida porque quero olhar para trás e não ter arrependimentos. E é esta segunda parte que me levou a (voltar a) criar um blog.
Talvez para muitos fizesse mais sentido pegar nas malas e ir viajar. E parte do meu cérebro precisava de uma mudança extrema, porque se tudo dentro de mim estava diferente e partido, precisava que no dia-a-dia as coisas estivessem diferentes também. Mas a minha realidade não me permite esse tipo de desvaneios, por enquanto pelo menos, por isso o plano é um pouco diferente.
O objectivo é estimular a criatividade.

Eu gosto muito do trabalho que faço com a minha irmã Matilde e a Tempero, mas tornou-se repetitivo. Sentimos que precisamos de fazer e experimentar coisas diferentes não só pela nossa sanidade como também para criarmos melhor conteúdo para os nossos clientes.
As pessoas acham estranho, mas nós gostamos mesmo de redes sociais e criar conteúdo. Desde a adolescência que tirávamos fotografias, com roupas e cenários para depois por no Flickr. Eu tive vários blogs, porque sempre gostei de escrever. Quando o Instagram apareceu foi uma alegria, anos depois até a instameetings fui. Não vos sei explicar o gozo que me dá ter uma ideia e filmá-la, mesmo que depois ninguém veja. Gosto de redes sociais porque me permite partilhar o que crio e porque fiz bons amigos através delas. Tenho boas amizades que nasceram do Instagram e do Twitter e gosto de lhes chamar “as coisas boas que a internet me deu”.
Bem, desviei-me um pouco do assunto mas era para contextualizar.
Com o objectivo de estimular a criatividade, eu e a Matilde comprometemos-nos até ao fim do ano com:
- Postar dia sim dia não no Instagram / Tiktok – isto obriga-nos a fotografar e filmar mais (vou finalmente dar vida aos meus boards no Pinterest)
- Stories todos os dias (no Instagram, os do Tiktok ainda não nos entraram no sistema)
- 1 blog post por semana no meu caso, 1 video no youtube por semana no caso da Matilde (eu por acaso fiz um mini vlog sobre isto no Youtube, mas não é algo que eu me queira mesmo comprometer porque se exagerar nas coisas que quero fazer e depois não conseguir cumprir vou me sentir uma loser e não é esse o objectivo).
No fim do ano revemos tudo o que fizemos, o que gostámos, o que não gostámos… e logo definimos o que fazer em 2024 (como assim só faltam 4 meses para este ano acabar?!)
Se chegaram até ao fim deste primeiro post, obrigada. O post da próxima semana vai ser sobre livros (preciso de arranjar um sitio para falar sobre o que leio, já que ninguém à minha volta lê o mesmo que eu!) e depois disso… veremos!
Fiquem à vontade para comentar (carinhosamente) esta decisão e aproveitem para me contar o que fazem para estimular a vossa criatividade no dia-a-dia!
Beijinhos,
maria maçã





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