Querida Emily,
Não sabia o quanto precisava de ti na minha vida, até ler o teu trabalho.
Pode parecer exagero, mas apareceste na altura certa com as personagens certas. Com a dose de humor e sarcasmo, sem nunca esquecer os momentos spicy (sabias que gosto de ler esse tipo de coisas mas se for em filmes ou séries me faz alguma confusão?)

O primeiro livro que li teu foi o Romance de Verão. Acho que me ri pela primeira vez logo nos primeiros capítulos, e esse foi o (bom) presságio de que eu precisava.
A história é uma fórmula clássica, há algum problema pessoal, o amor está contido, depois há o momento revelador em que tudo parece um mar de rosas, depois algo corre mal, separam-se e depois há um grand gesture e eles ficam juntos. Se para alguns este enredo faz revirar os olhos, para mim é o que me faz gostar destes romances: acaba sempre bem. O amor ganha sempre (esta frase é saída de um filme da Disney, de certeza). Adoro esta fórmula, não te canses dela tão cedo, se faz favor. Preciso de livros com piada e finais felizes.

O segundo livro que li querida Emily, foi o Doidos por Livros.
Acho que foi aqui que percebi que a minha trope favorita era Enemy to Lovers – obrigada!
Estava sentada com este livro numa esplanada em Belém quando uma rapariga passa por mim, olha e cochicha para o lado enquanto continua a andar. Depois parou, voltou para trás e disse: “That book is amazing, you’re going to love it!”. Foi um momento tão genuíno que me fez mesmo ter saudades de ter um grupo de amigos com quem falar sobre os livros que estamos a ler (saudades de uma coisa que nunca tive, na verdade, e que por isso é que falo de livros na internet!)
Acho que ainda gostei mais deste segundo livro do que gostei do primeiro, mesmo com toda a ironia de o cenário parecer ter saído de um filme de sábado à tarde na Fox Life (sim sim, eu sei que é propositado). Vi há uns dias um Tiktok de qualquer coisa tipo “Charlie Lastra has my heart” e sim – eu vivia naquele fim do mundo com ele e tomava conta da livraria, pronto. Imagina eu tornar-me na versão livresca da Robyn Brooks (aka Zoe Kravitz) no High Fidelity, mas com o Charlie como namorado.

Tu viste todo o hype que havia em redor do Lugar Feliz nas redes sociais? Deves ter ficado orgulhosa mas e eu confesso que tenho muito medo de ter expectativas muito altas em relação a livros porque me parte o coração quando depois não gosto.
Para mim foi um livro diferente dos outros, e não foi só por ser uma trope diferente. Foi porque fala da relação entre um grupo de amigos, de melhores amigos. A vontade de reviver memórias, lidar com o crescimento, com vida adulta e com este amor tão especial que sentimos por pessoas que são tão importantes na nossa vida.
Não chorei (e acredita que choro mais facilmente a ler do que a ver filmes) mas fez-me muito pensar nas minhas amizades, nas que tenho e nas que perdi. Senti um aperto no peito até ao fim! Mesmo assim, ou mesmo por causa disso, é um livro bonito que – se alguém quiser a minha opinião – recomendo!

Foi muito recentemente que li o Pessoas que Conhecemos nas Férias (se tivesses atenta ao que público terias visto no post sobre os livros de Setembro).
Perdoa-me, mas não gostei. Quer dizer, li até ao fim (que é uma coisa que já só faço se gostar do que estou a ler), mas não senti nem um bocadinho do que costumo senti com os teus livros.
Achei piada a que a Poppy e a sua melhor amiga tivessem trabalho relacionado com redes sociais (se estavas a pensar em mim, obrigada), e gostei muito das vibes de irmã mais velha que quer controlar tudo da Poppy (mesmo ela sendo filha única – tu sabes do que estou a falar. Podias ter pedido ajuda aos meus irmãos mais novos para algumas descrições, iam ser iguais).
Não sei se não desfrutei porque estava stressada, porque não consegui alhear do que me rodeava. Ou se foi porque estava com uma grande ressaca literária e só queria ler mais livros de fantasia (não me julgues, não é o género literário que está em causa).
Mas, querida Emily, não é por causa desta última experiência menos boa que vou desistir de ti. Gosto muito do teu trabalho e vais continuar a ter uma fã neste pequenino país à beira mar.
Espero escrever-te em breve (mas para isso preciso de ler mais trabalho teu – sem pressão)
Beijinhos,
Maria Maçã
p.s. Não escrevi o resumo da história de nenhum destes livros, só a minha opinião – mas tive o cuidado para que todos os títulos fossem um link para o livro e podem ler a sinopse lá!





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