As Leituras do Mês mais Quente do Ano

É impressão minha, ou Agosto foi realmente muito quente? Sinto que estive a derreter durante 31 dias (mas posso estar a exagerar).

Faz hoje um ano que publiquei o primeiro post sobre livros neste blog (podem encontrá-lo aqui). E, apesar de ter falhado com a frequência com que tinha dito que ia partilhar por aqui, não falhei com as reviews – e fico muito contente por isso! Nem sempre escrevi tanto sobre cada livro como queria, mas mesmo assim posso sempre voltar atrás e ler o que pensei sobre determinado livro.

A nível de leituras, comecei este mês meio que abalada com o Reckless.
Ainda tentei voltar a pegar no Priorado da Laranjeira (desisti, foi para a prateleira) e depois por mim a reler as minhas partes favoritas da Corte de Névoa e Fúria numa noite e a Teoria do Amor noutra. Sem querer ler nada do que que tinha em casa (em minha defesa, só tinha um livro e meio), decidi ouvir a voz dentro da minha cabeça que me dizia “Lembra-te de quem és” (sim, era o era a do Mufasa) e aceitar que sou uma leitora-romântica-idealmente-com-spice e dirigi-me fui ao supermercado procurar um romance fofo (tinha 11€ no cartão e paguei os restantes 5€ com o cartão de refeição. Adoro livros à borla!)

Assim sendo, o primeiro livro que oficialmente li em Agosto foi o De volta a ti.
Nunca tinha lido nada da Amy Lea e achei que seria uma boa escolha (spoiler, foi.)

A Tara é a romântica incurável, neurótica e obsessiva – coisas que eu adoro numa personagem de um livro (faz me sentir normal). O seu maior defeito, na minha opinião? Não beber café.

Neste livro vamos perceber porque é que se costuma dizer que “para a frente é que é caminho”, ou por outras palavras “se são ex namorados é por alguma razão”. A Tara vai tentar rever todos os seus ex-namorados e perceber se havia alguma coisa para salvar mas, não se preocupem, não estará sozinha. Vai ter a ajudar do seu companheiro de casa Trevor – um bombeiro sexy (e eu nem gosto do bombeiros). Já estão a ver como isto vai acabar, não já? Eu também, e essa é uma das razões pela qual leio este tipo de livros.

Depois desta leitura leve e divertida, achei que estava preparada para ler o Powerful. Spoiler (outra vez): não estava.

Eu adiei esta leitura porque sabia o que ia acontecer à Adena (se estás a ler isto e ainda não leste o Powerless, por favor, salta este parágrafo).
Achei que estava na altura de perceber sobre o que este livro falava, e não pensei que ia ser tão fofo. Que ia conhecer o Mak Maldisposto-só-vou-sorrir-para-a-Adena e que ia adorar a dinâmica dele com a Adena. Não pensei que vê-los a apaixonarem-se ia ser tão delicioso.
À medida que fui chegando ao fim do livro a minha ansiedade começou a disparar (a um nível que eu não sabia ser possível – mas vamos culpar as hormonas e o “acho que me vai aparecer o período”).

Tive que saltar parágrafos inteiros, o meu coração estava a encolher dentro da caixa torácica. Não chorei, mas tremi. Se voltasse atrás no tempo voltava a decidir a ler este livro, mas agora preciso de tempo para colar os pedacinhos do meu coração.
p.s. Acho bem que o Mak apareça no próximo livro, o Fearless, ou eu não sei o que faço à Lauren!

Novamente traumatizada com um livro (acontece muitas vezes) tive que voltar aos romances, a ver se me ajudava.

Pela primeira vez fui escolher um livro para ler ao mesmo tempo que a minha amiga Rita Clementina, inaugurando oficialmente o nosso “Clube do Livro”. Fui eu que a introduzi no mundo fantástico dos romances (primeiro com Emily Henry e depois Ali Hazelwood) e queríamos ler o mesmo livro. Fomos à Bertrand e saímos de lá com o “Parte do Teu Mundo” da Abby Jiminez.

Devo dizer-vos que… achei que tinha spice. E não tem, e por isso fiquei um pouco desiludida (sou essa pessoa, preciso de spice para me animar).
Nesta histórica conhecemos a Alexis (Montgomery – sim, como a da Anatomia de Grey) e o Daniel, que vivem em mundos completamente diferentes (resumindo ela é médica e ele carpinteiro), em mundos opostos e… tem 10 anos de diferença (sendo ela mais velha).

Para além de me ter rido em alguns momentos (para variar existe uma melhor amiga hilariante e um porco gigante chamado Kevin Bacon) este livro também toca em assuntos importantes como saúde mental e relações abusivas.

Foi uma boa leitura mas, contudo, sinto que estava mesmo a precisar de um livro tipo Ali ou Emily ou Elena Armas (o humor é mais giro). Este livro foi fofo mas chegou a ser demasiado lamechas até para mim. Contudo, se quiserem algo leve, leiam (e depois digam o que acharam). O bom disto é que posso emprestar à minha mãe – que não gosta de ler spice! (acha ela, tenho que experimentar emprestar-lhe um livrito dos meus…)

Entretanto, lá marchei eu novamente ao supermercado, de cartão de refeição em punho, com uma decisão que supostamente ia mudar a minha vida: ia iniciar a leitura da saga do Trono de Vidro (demorei um ano a preparar-me, era agora ou nunca).

O que é que aconteceu? Sai de lá com o Amor Redesenhado, da Lauren Asher.

Estava na minha to read list, não havia nenhum livro da Sarah J Maas nas prateleiras daquele estabelecimento e como precisava mesmo de qualquer coisa para ler… why not?

Este livro fala sobre segundas chances, dois amigos de infância e um amor que tinha ficado pendurado e eu, confesso, não adoro esta trope. Porquê? Porque é demasiado real e demasiado ilusório ao mesmo tempo! Se eu ler muitos destes livros de certeza de que quando reencontrar um antigo namorado na mercearia da esquina a minha cabeça vai achar que é um sinal e começar a fazer filmes (e depois não vai ser nada daquilo). Enemies to lovers é muito melhor, porque normalmente leio essa trope em fantasia e a probabilidade de alguém me encostar uma adaga à garganta e eu me apaixonar é praticamente nula.

Mas bem, voltando ao Amor Redesenhado: começou com o pé direito, porque as personagens principais tem duas mães mexicanas hilariantes

Depois disso… pronto. Foi uma leitura agradável, apesar do ciumento possessivo (que só tem piada nos livros, alguém que avise os homens na vida real) e do sexo um bocado agressivo (achei que um ano a ler este tipo de livros me ia fazer ficar imune, mas pelos vistos não).

Se o li bem? Sim. Se quero imenso ler o resto da coleção? Um dia, talvez, quando não tiver mais nada para ler.

Depois disto, finalmente – FINALMENTE – comecei a ler o Trono de Vidro, da Sarah J Maas
As expectativas estavam demasiado altas e o medo de me desiludir era gigante. Mas enchi-me de coragem e lá fui eu.

Esta história começa num reino em que a magia foi erradicada, em que o mal espreita e a personagem principal é uma assassina profissional com 18 anos e que adora ler (já a adoro, como é óbvio). Ao longo deste livro vamos seguir a Celaena – a assassina – enquanto ela é convocada para participar numa competição para ser o campeão do (maléfico) rei.

Há detalhes nas entrelinhas, as personagens são relatable: são “humanas” (mesmo se forem meio Fae), tem defeitos e qualidades, mudam de ideias e crescem (para melhor ou pior). Com as últimas 100 pág. a serem aquele clássico palpitante de sempre (para quem não sabe, a Sarah é conhecida por fazer isso em todos os livros, deixar o melhor para o fim para nos dar ataques de coração), passei de um livro para o outro (Trono de Vidro -> Coroa da Meia Noite) muito rápido e sem pensar duas vezes.

Tenho as minhas notas do telefone cheias de spoilers e comentários (vou partilhar alguns, SALTEM QUE SÃO SPOILER – depois não digam que não avisei). Também vão perceber que estou apaixonada por uma personagem em particular:
– “Gosto mais do Chaol do que do mariquinhas do Dorian”
– “Ufa, ainda bem que morreu a Nehmeia e não o Chaol”
– “Eu sabia quem ela era, EU SABIA!!

Acabei este livro com um sorriso tão grande na cara que nem sei como vos explicar. Que final ÉPICO! Ainda bem que não tinha a continuação, porque precisava de dormir, mas porra. Ler é mesmo incrível.

No dia seguinte, como que enviada pela Deusa da Leituras (que pressentiu que eu estava abalada e sabia que não tinha a restante saga para ler), recebi uma encomenda da Leya: A Alvorada de Onyx, de Kate Golden.

Tinha expectativas baixas para este livro, e foi uma surpresa muito muito boa!
Nesta fantasia, temos novamente um mundo com magia e seres de orelhas pontiagudas (mesmo que supostamente estejam desaparecidos), e uma personagem principal – a Arwen – que não é corajosa, nem quer ser, que tem ataques de pânico e não consegue reagir face ao perigo. E eu comecei a gostar dela logo no início!

Sabem do que é que não gosto? Descrevem os pêlos do Rei Mauzão – que sim, é o love interest. Mas quem sou eu para julgar? Cada uma tem os seu gostos!

Este é um enemies to lovers to enemies outra vez, com aquele clássico que nos faz suspirar do “quem te fez isso” que ficamos todoas já com os joelhos a tremer. Penso muitas vezes que me podiam perguntar isso na vida real, só para eu responder que tinha fechado a porta do carro na cara (true story, tenho um corte na testa para o comprovar).

Voltando a Onyx: o livro acaba com um plot twist tão bom que só quero que a Leya trate de traduzir e publicar a restante saga (mais dois livros). POR FAVOR! É uma fantasia boa, nada pesada e com um bom desenvolvimento de personagens, gostei mesmo muito (tanto que o li muito rapidinho).

Acabei Agosto a começar a ler o terceiro livro da saga de Trono de Vidro, a Herdeira do Fogo – mas vou deixar os comentários para o próximo mês (que este é o post do blog mais longo de sempre, ou pelo menos parece).

Beijinhos e continuação de uma boa semana (desejem-me sorte, que eu tenho que trabalhar e só quero continuar a ler).

Maria Maçã


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