Este resumo das leituras de Março vem a tarde e más horas? Talvez, mas eu gosto muito de o ter para mais tarde recordar! Estou a acabar de escrever este post no carro, a caminho do Douro, para mais uma semana de evento (é para verem a dedicação!)

Uma das pequenas coisas da vida que me dá um prazer especial é chegar ao fim do mês, tirar a fotografia dos livros que li todos juntos e… arrumá-los nos seus devidos sítios nas prateleiras. Este mês que inclui o final de uma saga faz com que este momento saiba ainda melhor (quem não gosta de olhar para os livros todos juntinhos e lindinhos?) para além de que foram muitas leituras intensas, por isso temos muito para conversar…
Comecei o mês com um calhamaço que andava a adiar ler porque… estava com medo. E quando peguei no Deusa Ardente (o último livro da Guerra das Papoilas) e na dedicatória a R.F Kuang diz para prepararmos o balde para as lágrimas, fico ainda pior.
A leitura deste livro foi intensa, porque estive o tempo todo a pensar quando e quem iria morrer. Porque tinha que acontecer, não é? Estão sempre a acontecer coisas e as provas de amor constantes do Kitay para a Rin são como facadas. Eu não a consigo compreender nem aceitar as escolhas que ela faz, como é que ele consegue?
Neste livro vamos aos limites da relação com os deuses, da ambição e do poder. Ao limite do certo e do errado, mais uma vez.
E quando acabei… percebi que não tinha acabado nada, que o livro é que tinha acabado comigo. O fim destruiu-me um pouco, mas era a única maneira possível de acabar. Depois disto li os capitulos do POV do Nezha e o perceber o quando ele gostava da Rin ainda me fez doer mais o coração. Se estes livros me fizeram doer a alma? Sim. Se os voltava a ler porque são incríveis? Também sim.

Depois disto precisava de um pouco de romance e, felizmente, nem tive pensar muito porque a Leya me enviou o Promessa de Veludo. Eu gosto muito de romances de época e da Jude Deveraux, mas confesso que este livro começa logo com violência e violação, o que me fez não conseguir perdoar o personagem principal, independentemente do que ele fez para se redimir ao longo do livro (um dos meus apontamentos diz que “este homem a tentar ficar com ela parece o Putin a querer a Ucrânia” e acho que isso diz muito). Contudo, este é o primeiro de quatro livros e fiquei com curiosidade de ler os restantes.
O terceiro livro do mês foram As Cinzas da Senhora Nash. Eu e a Sarah Adler não podemos ser amigas porque ela gosta de homens peludos tipo urso. Mas, se eu ultrapassar esse detalhe, posso confessar que adorei este livro. Já tinha lido outro livro dela e tinha sido médio, mas este foi diferente. Foi mais enternecedor, mais doce. Aqui conhecemos a Millie e a sua missão: levar as cinzas da sua melhor amiga (uma senhora de 80 anos) ao seu grande amor (uma mulher que conheceu na guerra). Vai fazer esta jornada com o Hollis, um suposto maldispostinho. Não estava à espera de como este livro me fez sentir, aquele aperto bom no coração que me fez querer voltar a acreditar no amor e no perdão.

Devia ler uma fantasia para desenjoar… mas nãooooooo, peguei em mais um romance. Desta vez da minha querida Lynn Painter, o Vamos Apostar?
Se vos disser que na página 47 já me estou a rir em voz alta… dá para perceber o tipo de livro que é, certo? Um romance divertido e alegre, exactamente aquilo que precisava.
Depois disto tentei ler a Enciclopédia da Fadas de Emily Wilde mas tive que desistir, porque aquilo não estava mesmo a entrar. Por isso peguei num livro que estava na prateleira desde Dezembro: O que Guarda o Rio e… QUE LIVRO DO CARAÇAS! Sinto-me uma idiota por não ter lido este livro antes, porque fiquei presa nas primeiras 50 páginas e depois disto não consegui parar de ler. Um livro que mistura romance, história e um pouco de magia?

Claro que o sexto livro que li foi a continuação, Onde a Biblioteca se Esconde. Se no primeiro livro conhecemos a Inez e a sua aventura da Argentina até ao Egipto, o inicio da sua relação com o Whit e muitos dos segredos que a sua família tinha, neste ficamos a saber ainda mais, lendo num só fôlego. Temos ainda mais aventura e ainda mais traições e a revelação do amor que todos sabiamos que exisita (mas que confesso que eu até temi que não fosse bem assim – só para verem o enredo deste livro!). Não vos vou dizer mais, podem carregar nos links e ler na Wook os resumos dos livros, mas só vos digo que TEM QUE LER ESTES DOIS. A sério?
Nem que seja porque o Whit é um viciado em cafeína.
Por fim, e para terminar o mês em grande, li o Nada Como nos Filmes (sim, outro livro da Lyyn Painter). Este livro é a continuação de um livro juvenil que adorei, o Isto Não Acontece nos Filmes (podem ler neste post a review).
Na 3º página já estou a por tabs, por isso isto promete. Se o Wes tivesse mais 20 anos era certamente o candidato a book boyfriend nº 1. Foi um bom livro para terminar o mês, tivemos direito ao POV do Wes no livro todo, lidando com temas mais adultos como o luto e a perda. Um livro completamente diferente do anterior, em que me ri muito e bati com os pés no ar mas também fiquei com a lagriminha no canto do olho, mas igualmente perfeito.

Foi o fim ideal para o mês de Março – até porque depois fiquei de castigo e não pude ler durante mais de uma semana (li demasiado e trabalhei menos do que devia, é o que é).
Se chegaram ao fim deste post, obrigada. Espero que vos tenha convencido a ler alguma coisa (principalmente O Que Guarda o Rio). Se sim, depois digam.-me o que acharam!
Beijinhos e bom domingo,
Maria Maçã





Leave a Reply