Poucos mas bons: em Abril li 2 livros

Bem, na verdade… li dois livros e meio, sendo que um desisti.

Acho que não há prova maior de que sou uma grandessíssima mood reader do que esta: em Março li 8 livros e em Abril só li estes dois. E está tudo bem: não sinto culpa nem frutração, é mesmo assim. Por vezes o meu cérebro não está capaz de se entregar à leitura e fico ali num limbo de querer ler e não conseguir (li o primeiro livro de Maio dia 9, só para perceberem). De ficar a olhar para o telefone e para a televisão, sem ver nada em concreto, levantar-me e ir olhar para a minha mini TBR (tenho tipo 3 livros, sendo que 2 deles foram emprestados) e voltar a ir sentar-me no sofá. Será que é isto que chamam reading slump? Não sei, mas não gosto nada quando acontece.

Voltando aos livros de Abril, vou já tirar o penso rápido e dizer que o livro que desisti a meio foi o Olha para Mim da Hannah Grace. Comecei logo com o pé esquerdo, porque não sabia muito sobre o livro e estava marcado como Young Adult, por isso imaginem a minha surpresa quando logo na primeira página é uma cena de sexo. Ultrapassei essa questão rápida, afinal de contas eu gosto de livros com smut, mas também gosto de livros com mais qualquer coisa – que aquele livro não tinha. Não vos sei explicar, senti que estava tudo demasiado focado na relação das personagens principais e que faltava mais história, algo que não só aquela relação. E como a vida é demasiado custa para ler livros que não estamos a gostar, este livro foi despachado para a Vinted.

Edited in Tezza with: BUTTER

Podemos então falar do livro que mais gostei de ler o mês passado? O livro que me fez gritar de frustração quando o acabei e percebi que ainda não há (nem tem data para ser lançada) a continuação?

Tinha visto a Marta Santos a falar sobre o Sombras Imortais, da Tigest Girma, e sinceramente torci o nariz por serem vampiros. Depois encontrei o livro no supermercado, li outra vez e sinopse e pensei “why not?”. E ainda bem que o fiz, porque há muito tempo que não era surpreendida com um livro assim!

A história segue nos tempos modernos e da prespectiva de Kidan, uma orfã humana com pensamentos negros e a ansia de encontrar a irmã que desapareceu. Como é que eu falo deste livro sem dar spoilers mas a explicar também um bocado do enredo?
É também possível herdeira de uma casa senciente e do poder a ela associado – possível porque o “vampiro da família” é o outro possível herdeiro, o que faz com que ela vá parar a uma escola em que vampiros e humanos vivem em “harmonia” (coff coff) e onde tem que, basicamente, sobreviver, enquanto segue pistas para encontrar a irmã e cria uma relação com Susenyos, o dito vampiro.

Esqueçam tudo o que possam ter pensado quando eu falei de escola e sobreviver: não há aqui nem uma pontinha de Harry Potter nem de Quarta Asa. Este mundo é diferente de tudo o que eu já li, as intenções são maldosas, há traições e mortes, um plot twist a cada poucos capítulos que vos faz duvidar de todas as personagens. A personagem principal, a Kidan, tem uma mente negra e não, não vai deixar de ter e a aceitação disso é importante. A escrita desta autora é também extremamente cativante – só de pensar neste livro que li há menos de um mês apetece-me ir pegar nele novamente, não vá ter-me fugido algum detalhe.

Se estão á procura de um livro young adult com fantasia e romance, experimentem este por favor. Preciso de ter com quem falar sobre ele.

Edited in Tezza with: BUTTER

O outro livro que li em Abril, como milhares de outras pessoas NO MUNDO, foi o Fearless, da Lauren Roberts, obviamente.
Apesar de (SPOILER) no inicio me estar a chatear o POV do Edric, acabei por ficar colada ao resto do livro (bastou-me perceber que havia ali uma história que eu não estava à espera). Gostei do plot twist e gostei de ficar ansiosa várias vezes sem ter a certeza de que iam matar algumas das personagens de que mais gostava (afinal de contas, já o tinham feito antes). Do que não gostei foi do final. Quer dizer, por um lado gostei, okay, parece-me um bom fim para esta história, por outro… tinha que ser assim tão rápido? Estivemos o livro todo a engonhar e no fim passa tudo a correr? Nop. Merecíamos mais, não acham?

Entretanto, já em Maio, li o novo da Emily Henry (falamos sobre isto depois), e continuo sem saber o que ler. Precisava de uma fantasia que me prendesse, uma que já tivesse os livros todos publicados (e acho que ainda não estou preparada para Crescent City. Ainda tenho momentos em que penso nas Treze).

Aceitam-se sugestões!

Beijinhos e bom domingo,
Maria Maçã

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