Long time no reading recap… mas cá estou eu! Falhei pela primeira vez em quase dois anos de blog (sim, fui confirmar, o primeiro post deste blog foi no dia 3 de Setembro de 2023!) com o meu resumo mensal de leituras.
Como sempre, a minha gestão de tempo não anda a melhor e o mês passado tive mesmo que riscar esta tarefa da minha lista porque o meu cérebro não estava a acompanhar (e porque ler no Kobo faz me sentir que não li nada, mas já voltamos a isso).
Já voltamos porque primeiro temos que falar sobre o último livro que li. O livro que acabei há dois dias e que cujo final não me sai da cabeça, o qual ontem à noite voltei a ler as páginas marcadas e me arrepiei. COMO É QUE EXPLICO ISTO A UMA PESSOA QUE NÃO LÊ?
Numa tradição acidentalmente anual, o mês de Agosto é o mês em que começo a ler uma nova série da Sarah J. Maas: 2023 foi a Corte de Espinhos e Rosas, 2024 Trono de Vidro e este ano achei que estava preparada para começar a ler a Cidade da Lua Crescente. Para além de ter sido a escritora que me fez perceber que gostava de livros de fantasia (antes lia muito menos), esta autora é também só incrível. Ela escreve maravilhosamente bem e o world building é sempre incrível, prende o seu leitor até ás fatídicas últimas 100 páginas – onde nos arranca o coração e nem sempre o volta a por no sítio.
Posso ainda só ter lido o primeiro livro da série, mas não percebo porque é que dizem que a Cidade da Lua Crescente não é um bom livro e só dão hype aos outros porque… que caraças. Não tremia assim desde o que aconteceu com as 13 no Reino de Cinzas (in you know, you know).
Este livro não é sobre amor romântico. Este livro é sobre as pessoas que nos fazem querer viver e por quem morreríamos. É sobre o poder que o amor tem sobre tudo e que por ele tudo é possível (estou a escrever isto e estou arrepiada, percebem?!)
Neste universo da Massverse vivemos em tempos modernos, com internet e tecnologia no geral, e em que vários serem convivem sob o mesmo céu (mal, em guerra, o costume): humanos, lobos, vampiros, anjos e arcanjos, bruxas, feéricos e semifeéricos – mestiços, como a nossa personagem principal, a Bryce.
A Bryce é sassy, sempre com uma resposta torta na ponta da língua. Sinceramente, a minha FMC favorita da Sarah até agora (seguida pela Aelin, que a Feyre é uma tótó – adoro-a, mas é a verdade). Trabalha numa galeria de arte contrabandeada e, depois de uma tragédia e de anos difíceis, dá por si a trabalhar com um Anjo Caído, o Hunt, na busca de um artefacto desaparecido. É muito difícil para mim escrever sobre livros sem dar spoilers, mas estou a tentar (digam-me por favor se estou a conseguir, para eu tentar um pouco mais).

Bem, agora que já pus cá para fora o que me pesava na alma, voltamos ao início de Julho, onde li O Livro de Azrael. E, para começar, acho que os livros de fantasia deviam ter um disclaimer sempre que não são passados em tempos longínquos. Tipo, magia e telemóveis não fazem sentido para mim – mas tenho lido alguns destes e já se estão a entranhar em mim (como dizia o Pessoa, “primeiro estranha-se depois entranha-se”).
Ora bem, toda a gente devia ler este livro porque a Diana É UMA BADASS incrível. Ando numa fase em que adoro que elas não sejam pequenas e frágeis, sabem?
A Diana vendeu a sua alma pela irmã e desde então que se tornou uma verdadeira arma fatal. Neste mundo, mais uma vez, temos uma série de seres a conviver e um deus – literalmente. Um Deus Todo o Poderoso, o Arauto do Fim – mas que estava fortemente deprimido (refrescante).
Samkiel (o dito deus) e Diana vão trabalhar juntos na busca de – mais uma fez e não faz mal – de um artefacto desaparecido para prevenir o fim do mundo. E pode ser um plot familiar MAS há tantas reviravoltas, é tão bom. A sério. Tão bom que apesar de a tradução ter piorado estupidamente a meio, eu não consegui parar de ler.
E mal acabei, tive que continuar. E como? Ofereceram-me um Kobo. Por isso pousei o livro em papel e continuei ali, em inglês.
Sem vos querer estragar o plot twist do livro anterior, quero só dizer que o The Throne of Broken Gods é igualmente viciante, que nunca sabemos bem o que as personagens vão fazer e que o facto de ter POV’s de várias personagens é muitooooo bom.
Isto de ter um KOBO é óptimo, mas preciso de ler em papel, de ir alternando. Por isso, combinei comigo própria que leio livros em papel em português e em inglês digitais. Que tal? Li bastante no dito cujo nos últimos dois meses mas o facto de ter tantos livros disponíveis – e que quero ler – causa-me um pouco (muito, bastante) de ansiedade. Também fico triste por não poder arrumar os livros que li nas prateleiras no fim do mês, mas a regra é se gostar comprar depois em papel (ainda não aconteceu).
Quebrando a minha “regra” de alternar romances e fantasia, peguei n’ O Brilho da Chama Eterna. Sim, o segundo volume. E ainda não li o terceiro mas já vi que foi anunciado o lançamento do 4º – já estou com FOMO, confesso.
Depois de termos assistido à Diem a cair de cabeça no mundo dos descendentes, nesta continuação da história temos ainda mais ação, com jogadas de poder inteligente para poder manter a coroa.
Depois de cair de cabeça no mundo dos descendentes, nesta continuação da história temos ainda mais ação, com a mãe ainda desaparecida, a sua relação com o Luther no fio da navalha e os poderes descontrolados e vamos ver a Diem a tentar fazer jogadas de poder inteligentes para poder manter a coroa – e ajudar o povo.
Como bónus temos mais presente a Lilly, a irmã mais nova adorável, o Taran, primo que faz lembrar o Cassian de tão desbocado, e a Eleanor, porque todas as heroinas precisam de uma best friend. Por falar no Cassian, sinto que estes livros tem referências a outros livros. Pode ser só a minha cabeça a juntar histórias mas gosto e por isso nem fui confirmar se é real ou não.
Julho acabou e como não sabia o que ler… reli o Sangue de Hércules. Não tenho uma boa explicação para a minha obsessão com este livro, mas a realidade é que até ler a Cidade da Lua Crescente que não me sai da cabeça. E como a continuação só sai em Outubro, comecei a ler no Kobo outra série da Jasmine Mas, o Psycho Shifters.
O primeiro livro foi PÉSSIMO. A sério, há muito tempo que não lia nada tão mau: a escrita era muito má, repetição excessiva do quanto ela era indefesa e pequena e blablabla. Contudo, não desisti (não sei porquê), e continuei para o segundo e terceiro livros, em que a escrita já pareceu mais a que eu reconhecia como sendo da autora. Ainda não li os restantes 3 livros da série (seguem outra personagem) e ainda não sei se o vou fazer. Por um lado o world building é interessante, por outro é a primeira vez que li 🌽 puro e duro. Não vos vou falar mais sobre isto porque não sei se deviam ler ou não. Se tiverem curiosos pesquisem e façam uma escolha consciente.
Depois disto, e ainda no Kobo, li Scarred, uma espécie de retelling do Rei Leão. E não vou falar muito sobre ele porque não gostei da escrita, principalmente em português. As cenas de sexo são abomináveis (sim, ler smut em português é cringe), mas o plot também está mau (para mim). Apressado talvez? Se calhar já não sei ler stand alones mas o facto de o personagem principal estar sempre de ganza na boca põe me doente e não me vejo a ler mais nada da escritora tão cedo.
Precisei de uma pausa na fantasia (passado mais de um mês) e li o novo livro da Tessa Bailey, A Minha Fã Nº 1.
Apesar de esta história ser sobre um jogador de golf e, como o nome indica, a sua fã mais dedicada, este é daqueles livros com uma fórmula que não falha. A rom-com perfeita para desligar um pouco a cabeça – e ainda bem, porque foi o livro que li antes da Cidade da Lua Crescente.
E, tal e qual uma pescadinha de rabo na boca, dá para voltarem ao início e lerem o meu rant sobre o quão incrível é ler – especialmente Sarah J Mass – por favor, vão ler. Preciso de partilhar os meus sentimentos com alguém!
Se chegaram aqui, obrigada.
Beijinhos e bom domingo,
Maria Maçã





Leave a Reply