As Manas em Paris – dia 2

Acordámos em Paris depois de, devo confessar, uma noite muito mal dormida. A culpa não foi do hotel, nem de barulho na rua, fomos mesmo nós. Tanto eu como a Matilde tivemos muita dificuldade em adormecer e a permanecer adormecidas (só vos conto isto para ajudar a justificar o fim do nosso dia).

Mas, mais importante que isso, acordámos em Paris com um objetivo: tomar o pequeno-almoço na Carette.

No dia anterior tínhamos tentado, ingenuamente, comer qualquer coisa na Carette no Pl. du Trocadéro, que era bastante próxima do nosso hotel. Se vos disser que este é um daqueles spots queridinhos do Instagram e que é um must go no Tiktok, vocês conseguem imaginar a fila à hora do almoço, não conseguem?

Desta vez chegámos por volta das 8h30 e fomos as primeiras a sentar numa esplanada quase vazia – 15 minutos depois estava cheia, por isso acho que chegámos na hora H.

Mal nos deixaram o nosso pedido na mesa, eu percebi que ia ser bom: o croissant e o pain au chocolat eram super estaladiços, o capuccino cheio de espuma feita com leite de amêndoa, o chocolate quente espesso e o chantilly era tão bom que dava para comer de colher.

Se era caro? Sim, mas não de forma obscena. Fizemos o trabalho de casa e sabíamos que os preços em todo o lado iam ser mais elevados do que em Lisboa, por isso estávamos preparadas.

Depois de uma sessão fotográfica e um pequeno-almoço delicioso, continuámos a nossa jornada.

Fomos andando a pé, para ajudar na digestão e para aproveitar a luz. Enquanto no dia anterior era Verão, neste dia a luz era claramente de Outono (disclaimer: no dia seguinte apanhámos imensa chuva, por isso acho que posso dizer que tivemos direito a conhecer Paris com as 4 estações).

Parámos no Café Kitsuné (não me odeiem, mas pedi um Mocca e não achei nada de especial) e entrámos no “jardim das cadeiras” (aka Jardin des Tuileries, mesmo ao lado do Louvre).

Tirando uma ratazana enorme que vimos a passear no jardim como se fosse um coelho fofinho, este foi outro dos locais que visitámos que gostei por causa da vibe geral (eu sou a pessoa que sorri quando vê as pessoas a aproveitar o dia no jardim ao lado do Mercado da Ribeira, para perceberem). Este jardim é enorme e tem várias fontes e, muito importante, cadeiras por todo o lado, que cada um posiciona como quer. Havia estudantes de mochilas caídas no chão à sombra, turistas com mapas sentados em redor da fonte, pessoas como nós a aproveitar para tirar fotografias e até um grupo que estava a fotografar umas peças pequenas (que me pareceram joalharia).

Entretanto era quase hora do almoço e a caminhada abriu-nos o apetite, por isso fomos a caminho dos dois maiores flops da viagem. Mais uma vez, ingénuas (ou só mesmo tótós) achámos que íamos conseguir ir ao Immersion Vendôme (café/restaurante de uma food blogger que é o ídolo da Matilde) – tinha uma fila gigante – e ao Cedric Grolet (conhecido mundialmente pela pastelaria) – tinha uma fila enorme e não havia croissants desde o meio-dia.

Decidimos não desanimar e apanhar o metro até Montmartre!

Primeira paragem: sitio para almoçar. Escolhemos com base na disponibilidade de mesa e acabámos sentadas num restaurante chamado “Le Chinon” a comer pizza! Eram bem boas e, a melhor parte, quem nos atendeu era super simpático e fez-nos recuperar um pouco a fé no atendimento francês!

Continuámos a passear pelas ruas do bairro e a apreciar as fachadas. Nesta altura achei que já ia estar farta deste estilo retro e cheio de plantas e flores mas, pelo contrário, cada vez gostava mais. Talvez por não ser um estilo comum em Lisboa, estas fachadas realmente conquistaram o meu coração.

A nossa paragem seguinte foi também tirada das redes sociais: o Fotoautomat.

Só vos digo uma coisa: isto é uma máquina de fazer dinheiro.

Para quem não conhece, basicamente é uma daquelas máquinas de fotografias rápidas, como as que temos no metro, mas com um aspecto retro e em que as fotografias saem em tirinhas a preto e branco. O pagamento pode ser feito em moedas ou cartão multibanco (espertos!) e pronto. Eu acho que é um bom souvenir, a fila estava composta mas andou rapidinho (mas não rápido o suficiente para eu querer montar uma coisa destas em Lisboa).

Em Montmartre tínhamos outra paragem marcada: ir à Oh My Cream!

Esta é uma cadeia de lojas que vende vários produtos de cosmética e maquilhagem e onde eu tinha a certeza de que ia conseguir comprar produtos da Violette FR. Eu não sou uma make up girly (uso sempre os mesmo 5 produtos) mas estava apaixonada pelos produtos da Violette há algum tempo. Não só pela maneira como comunicam nas redes sociais como pelas embalagens bonitas (yup, sou dessas pessoas. Sorry not sorry). Quero experimentar o que trouxe e tirar umas fotografias criativas, por isso para já fica só a recomendação de espreitarem uma Oh My Cream a próxima vez que forem a Paris, nem que seja porque as lojas tem uma estética muito clean e atrativa.

Lembram-se de eu ter começado este post a dizer que tínhamos dormido muito mal? Pois bem, essa noite mal dormida começou a dar sinais cedo e voltámos para o hotel antes do sol de pôr. Cansadas mas felizes e ansiosas pelo que tínhamos planeado para o dia seguinte!

Amanhã conto mais, hoje o resto do dia é para passar no sofá a ler e a ver o Practical Magic (que percebi ontem que nunca tinha visto).

Beijinhos e bom domingo,

Maria Maçã

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