Boas Leituras de Fevereiro

Se me acompanham nas redes sociais, já me ouviram (aka leram) dizer que o mês de Fevereiro foi um mês bom. Um mês com coisas boas e coisas más, no equilíbrio ideal para se dar valor às coisas boas – sabem do que estou a falar?

Mas bem, Fevereiro foi também um mês bom de leituras! Agora que voltei a viver sozinha dou por mim a ler muito mais do que vejo televisão, e ter acertado nos livros que escolhi para este mês ajudou.

Comprei Os Seis de Atlas em Janeiro e mal consegui ler os primeiros capítulos.
Não porque não não era interessante, mas porque estava tão cansada que eu não estava a conseguir acompanhar a história. Fiquei muito contente quando o abri e vi que tinha ilustrações – eu não sabia, ia um pouco às escuras para este livro. Mas ilustrações? Tão bonitas ainda por cima? Por favor <3

Voltei a pegar nele no dia em que dormi na casa nova pela primeira vez e… DEVOREI este livro. Refilei muito com os capítulos longos, mas eu não conseguia parar de ler.

O facto de ser um livro com magia nos dias de hoje é bastante interessante e a construção e desenvolvimento das personagens é muito bom! Temos vários POV’s, e a maneira como fui conhecendo as personagens faz-me questionar o certo e o errado (este sentimento fez-me lembrar um pouco o que senti quando li o Vicioso).

Outro ponto super a favor para mim deste livro é o facto de se basear em ligações humanas, mas isso não excluir interesses amorosos e sexuais entre os personagens. Mais do que isso, é a maneira fluída e natural com que tudo isto acontece!

Eu adoro romances e livros leves – é verdade e já falamos mais um pouco sobre isso – mas também adoro este tipo de livros! A montanha russa de emoções enquanto lia este livro foi do 8 ao 80, adorando personagens e querendo matar essa mesma personagens uns capítulos à frente. Fiquei tão agarrada à história que no dia a seguir a ter acabado de ler, tive que ir comprar O Paradoxo de Atlas.

Antes de mais, a tradução mudou de um livro para o outro. E neste há imensos palavrões – que é uma coisa que me afeta e irrita um bocado. Mas pronto, era um aparte.

Adorei outra vez. Esta construção de personagens! Esta história! Este mundo! A linha ténue entre o certo e o errado.

Mas vamos admitir que se no primeiro livro eu não tinha definido bem a minha personagem favorita… agora posso declarar o meu amor pelo Tristan, não é? O Nick e o Gideon são uns fofos, mas se me apresentam um homem torturado, com daddy issues e braços como aqueles… a minha lealdade é dele, para sempre.

O terceiro e último livro desta série saiu em Janeiro, ou seja, não existe em português ainda. E apesar de eu ler bem em inglês, ler fantasia em Inglês cansa-me imenso a cabeça e chateia-me não perceber tantas palavras. Mas confesso que desde que acabei de ler o Paradoxo que penso todos os dias em ler a versão em Inglês e depois vender e reler quando sair em português (como fiz com o Iron Flame na verdade). Tantos livros que quero ler e tenho que estar fixada no que não “posso” ler? Aguentei-me tão bem a esperar anos pelas traduções do Outlander, não percebo porque é que agora me deu para isto.

O mais importante é que estes dois livros me fizeram lembrar que ler é realmente uma atividade incrível. A maneira como um livro nos pode prender, fazer sentir êxtase e ansiedade e felicidade e medo. A sensação de acabar um livro que foi bom para mim deixa-me sem palavras e com um sorriso nos lábios.

Provavelmente há pessoas que sentem isto com outras atividades, mas eu realmente adoro ler ❤️

Depois destes dois livros, li um romance. O meu objetivo é ir intercalando entre fantasia e romance por enquanto, porque são os dois géneros que me estão a dar mais prazer ler de momento (e, se for sincera, são sempre os que quero ler).

Foi assim que acabei por comprar o meu primeiro livro da Elena Armas, o Ilusão de Amor à Espanhola.

Começámos com o pé direito, porque o livro tem uma dedicatória adorável.

Depois disso… adorei. Li num instante e ri-me muito (rir ao ponto de estar a beber a minha sopa ao jantar e ir-me saindo tudo pelo nariz).
Eu adoro personagens meias neuróticas, e à medida que eu lia os monólogos internos da Lina só pensava “oh meu deus, eu sou assim”.
Quando ela diz “Fazer-me um favor seria aparecer com os bolsos cheios de churros.” – ai sim, ganhou o meu coração, porque melhor que uma personagem meia doida é uma personagem que gosta tanto de comida como eu.

A certa altura achei que aquilo se estava a desenvolver tudo muito rápido – mas no fim percebi porquê.

E mesmo tento dado por mim a revirar os olhos com as cenas de spice mais cringe e pela quantidade de vezes que ela vê sentimentos nos olhos (“Ousadia e Cautela” – malta, não se vê isso assim), gostei muito de ler este livro e fiquei em pulgas para ler mais dela!

E por ai? O que leram em Fevereiro? O que pensam ler no próximo mês?

Beijinhos e bom domingo,

Maria Maçã

2 respostas a “Boas Leituras de Fevereiro”

  1. […] que devia fazer a dita pausa a ler o Complexo de Atlas (não sei se alguém se lembra que li os dois primeiros livros desta trilogia em Fevereiro e fiquei […]

  2. […] tinha lido outros dois livros da Elena (sendo que o primeiro me tinha feito por em causa se gostava mais dela se da Emily e o segundo me tinha deixado a pensar […]

Leave a Reply

Discover more from a vida no pomar

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading