Nos últimos anos Setembro costuma ser um bom mês de leituras porque, com uma semana de férias ali perto do final, tenho horas extra para me perder nos livros.
Contudo, este ano foi diferente, por duas razões:
1) decidi ler um livro em inglês difícil para chuchu (já lá vamos)
2) fui de férias com um cão de três meses e meio – e acho que está tudo dito. Nos primeiros dias ela não dormia e só brincava, depois passou a dormir muito mas acordava cada vez que eu me mexia. Juntamos a isso o facto de à noite a Flora não dormir… e temos um cocktails propicio a precisar de férias das férias (e poucas páginas por dia). Mas não me estou a queixar, adorei cada bocadinho desta nova realidade de férias e mal posso esperar para repetir sempre que possível.

Mas voltando ao início do mês, e ainda abalada pelo Crescent City (leiam o post anterior para perceberem do que estou a falar) mas sem poder ler a continuação porque 1) não tinha o livro e 2) não o podia ir comprar porque tinha que trabalhar e não ficar colada a um calhamaço, peguei no Sr. Foi Engano. Tal como os outros livros da Lynn, esta é uma história muito fofa, com o bónus de ter um pouquito de spice! Olivia, a personagem principal, é tipo o Diabo da Tasmânia – sim, dos Looney Tunes – a quem o azar persegue (será?). Depois de um desastre no antigo apartamento, dá por ela a viver com o irmão e o seu amigo aka colega de casa gostosão e a trocar mensagens picantes com um desconhecido. Tem tudo para dar aquele errado que adoramos, não é? Um bom limpa palato , que me fez lembrar porque é que gosto da Lynn Painter (apesar de nada bater o Wes e a Libby).

Continuando a querer Crescent City mas sem ir buscar o livro (sou doente, eu sei), fui pegar no meu equivalente a trash tv: Psyco Academy, a continuação da saga dos Psyco Shifters que li o mês passado.
Na verdade senti que esta continuação estava mais bem que os primeiros. Claro que continua a não ser uma obra prima, mas não consigo deixar de comprar: a estrutura está melhor, as personagens tem personalidade, há menos sexo bizarro (bem, esta parte posso ser eu que estou a começar a ficar habituada) e mais desenvolvimento de relacionamentos entre personagens.
Conclusão: estou mortinha para que saia o Bond of Hercules (e a autora está a fazer um trabalho muito bom no Tiktok para me ajudar a ansiar ainda mais).
FINALMENTE fui à buscar a Casa de Céu e Sopro (sim, o livro 2 de Crescent City), o primeiro livro em papel desde que tinha ido buscar a Flora. Conclusão: há uma página com uma dentadinha porque alguéeeeeem acho que aquilo era um brinquedo com um cheiro engraçado.
Mas bem, nesta continuação continuamos a seguir a minha adorada Bryce e o seu gang. Apesar de haver história ali, também senti que engonhámos muito e só pensava num video que tinha visto em que dizia que a série podia ser só o primeiro livro. MAS a Sarah J. Maas NUNCA JAMAIS EM TEMPO ALGUM desilude e, chegando ao marco das últimas 100 páginas, com o coração aos saltos, temos revelações escandalosas, reviravoltas e uma viagem interdimensional E ESTOU AOS GRITOS E PRECISO DE LER A CONTINUAÇÃO.
Só que acabei o livro na véspera de ir de férias e tinha decido levar só o Kobo (já me basta os brinquedos e as cenas da Flora). E é aqui que entra um queridinho do Tiktok, cujo inglês estava a ser tão difícil que me apeteceu chorar- e desistir – The Knight And The Moth da Rachel Gillig.
Ainda não tinha lido nada desta autora, mas sabia que era conhecida por ambientes góticos e meios dark e por ser altamente viciante – o que se confirma.
Apesar de ter que pesquisar mais de metade das palavras em cada parágrafo no inicio, não consegui parar de ler, porque o world building estava a deixar-me demasiado curiosa.
Começamos por conhecer a Six e as suas 5 colegas (vamos chamar-lhes assim), órfãs a quem foi retirado o nome e a identidade quando devem uma década da sua vida à principal catedral do reino, onde tem que fazer um ritual e ler os sinais para saber quais os presságios (bons ou maus) do futuro de cada um.
Consideram-se quase divinas, ali no alto do monte, separadas do resto do povo não só pelas muralhas como pelo fino véu que lhes tapa os olhos.
Tudo muda quando o novo Rei visita a catedral com os seus cavaleiros, as companheiras/colegas/irmãs da Six começam a desaparecer e quando damos por nós estamos a derrotar seres divinos (serão?), a dar cabo da fé e a descobrir onde a colocar.
A Six descobre também muito sobre ela própria, sobre sentimentos e sobre o mundo em geral – sem nunca ser uma coitadinha fraca (que eu adoro).
Claro que o livro acaba com um plot twist gigante e cá estou eu a ver quanto tempo falta para Setembro de 2026 – mas todos sabemos que eu vivo para isto, para a ansiedade do próximo livro.
Vivo também ansiosa no geral e, com uma cadela que me acorda as 5h da manhã com fome, ando tão cansada que apesar de ter muitas coisas que quero ler, não ando a conseguir ler mais do que uma página quando chego à cama. Vamos ver o que Outubro me reserva neste departamento!
Se leram algum destes livros, digam! Gosto sempre de poder falar sobre o que li, para não me sentir tão sozinha nos meus desvaneios.
Beijinhos e bom domingo,
Maria Maçã





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