Resumo de leituras: Adeus Smut, olá Yearning!

Pronto, estou a exagerar, vou continuar a ler livros com smut. Mas a realidade é que os livros que mais me prenderam nos últimos meses têm muito pouca ação para maiores de 18 e muita, MUITAAAA antecipação, anseio, tudo – tudo o que o meu pobre coração precisa para ficar a bater mais depressa.

Para ser sincera, queria continuar a partilhar resumos mensais sobre as minhas leituras (porque gosto de poder olhar para trás e saber o que li e quanto) mas a realidade é que como não fui apontando… não me lembro. De todo! Esqueci-me de mais de metado dos livros que li (bem-vindas à minha vida).

Sei que li o Duas Coroas Enlaçadas da Rachel Gilling (gostei mais do primeiro, by the way) e que em seguida peguei, finalmente, no The Jasad Heir da Sara Hashem.

COMO E PORQUÊ É QUE DEMOREI TANTO TEMPO A LER ISTO? Li o primeiro volume de um sopro e, como estava a ler no Kobo, o segundo logo em seguida. Eu não queria que acabasse e ao mesmo tempo tinha que saber o que ia acontecer. Apaixonei-me por todas as personagens, pelos detalhes, pelo novo mundo (inspirado em culturas do Médio Oriente e Norte de África,).

Esta série é uma fantasia épica cheia de política, magia, traições, crises de identidade e pessoas que claramente precisavam de umas boas sessões de terapia em vez de mais uma guerra.

A protagonista, Sylvia (que começa por achar que a sua maior preocupação é sobreviver um dia de cada vez), dá por si envolvida num jogo político gigantesco quando o seu passado começa a vir ao de cima: quando damos por isso há reinos desaparecidos , heranças antigas, magia poderosa, conspirações e uma quantidade impressionante de gente interessada em decidir o destino dela.

E depois há o Arin, o protagonista masculino, que reúne várias características clássicas do book boyfriend perfeito: competente, misterioso, traumatizado e dotado de um talento quase sobrenatural para parecer emocionalmente indisponível durante longos períodos. O melhor? É o REI DO YEARNING!
É também inteligente, extremamente leal quando gosta de alguém e carrega o peso das próprias escolhas como quem insiste em fazer musculação emocional. A relação dele com Sylvia evolui de forma lenta, perfeita e cheia de tensão. Apesar de ser uma parte importante para mim, o romance não ofusca a história e o worldbuilding é muito bom (para além de ser diferente do copy-paste que anda por aí).

Enquanto isso, os vários reinos competem por poder, alianças mudam mais depressa do que o humor de um vilão carismático e toda a gente parece guardar pelo menos três segredos comprometedores.

Os livros são viciantes porque com cada revelação importante há um plot twist!

Fiquei tão obcecada por estes livros que tentei comprá-los em papel – tentei, porque estavam esgotados em todo o lado. Acabei por encomendar na Libristo e vieram livros de duas editoras diferentes com tamanhos diferentes… o terror mas pelo menos tenho os livros na prateleira! Por favor, leiam, que eu preciso que partilhem comigo as vossas opiniões sobre o final.

Como por vezes os deuses da leitura estão do meu lado, passei diretamente para outro estrondo de livros, a série Us Dark Few, da Alexis Patton.

Se eram viciados no The 100 (série, não os livros), vão adorar esta distopia passada num futuro em que, depois de ataques nucleares tornarem a superfície inabitável, a humanidade que sobreviveu vive em cidades subterrâneas.

O livro começa logo com a personagem principal, Khalani, na prisão, acusada de um crime que não cometeu e condenada a prisão perpétua em Braderhelm, um sítio onde “bom ambiente de trabalho” definitivamente não faz parte da descrição. Rodeada por assassinos, guardas sádicos e pessoas que resolveriam qualquer desacordo com uma faca antes de uma conversa, sobreviver vai ter que ser um objetivo diário (que ela, no inicio, não tem).

O nosso MMC bonzão e mauzão (sabem como agradar a uma rapariga), e o outro lado de um clássico enemys to lovers, chama-se Takeshi e é o capitão responsável pelo bloco prisional e comunica quase exclusivamente através de olhares intimidantes e respostas de três palavras. A sua reputação é tão assustadora que metade dos prisioneiros o teme e claro que, como qualquer leitora, acreditei sempre que ele teria um lado bom (será?)

A relação entre estes dois resulta em capítulos cheios de provocações, tensão, olhares carregados de significado e uma quantidade impressionante de oportunidades perdidas para simplesmente terem uma conversa honesta. Mas isso seria demasiado fácil e também quem é que quer ler isso!?

Não quero spoilar nada mas posso dizer que o que começou como uma luta pela sobrevivência transforma-se numa batalha pela liberdade, pela verdade e pelo futuro da humanidade.

O segundo livro desta série deixou-me de tal maneira ansiosa que achei que ia ter um ataque cardíaco. PIOR: só a meio é que percebi que ainda ia sair um terceiro livro e que vou ter que esperar para saber como tudo vai acabar (o trauma do fim do Convergente é real).

Só de estar a escrever sobre estes livros fico com vontade de os voltar a ler, por isso imaginem a vontade com que estava para ler outras coisas depois disto… pois.

Li a Bruxa Rebelde (gostei mais do primeiro), o Casa de Chama e Sombra (a série que menos gostei da SJM mas que continuam a ser livros incríveis) e a Promessa de Peridot (nem sei bem, gostei, mas ao mesmo tempo o estavam a irritar-me).

Mas por fim posso dizer a última série que li e viciei, e a mais recente: This Woven Kingdom da Tahere Mafi.
Para variar, peguei no Kobo e comecei a ler o primeiro livro sem reler a sinopse, só porque sentia que era isto que queria ler. Nas primeiras páginas pensei “oh, mais do mesmo”. SÓ QUE NÃO! Sim, ela tem poderes escondidos e sim ele é um príncipe, mas… porque o diabo, que arruinou tudo para a sua raça, segreda-lhe ao ouvido. Há todo um world building diferente, em que existem dois tipos de humanos: os Jinn, com poderes, e os Clay, humanos normais.

Esta é uma fantasia inspirada na mitologia persa que junta magia, profecias, política, jinn, romance slow burn e uma quantidade impressionante de pessoas a tomar decisões baseadas em visões, maldições e segredos antigos. O resultado? Um mundo incrível e lindo lindo, perigosamente complicado e onde ninguém consegue simplesmente viver uma vida tranquila.

A protagonista, Alizeh, parece ser apenas uma criada humilde e costureira talentosa, daquelas que toda a gente ignora… o que é conveniente quando se está a esconder que, na verdade, é a herdeira perdida do antigo reino dos Jinn. Desde criança vive em fuga, perseguida por uma profecia e por um destino que ela faria tudo para evitar. Alizeh é bondosa, resiliente e incrivelmente paciente, o que é admirável tendo em conta que praticamente toda a gente que conhece ou a quer usar, ou matar, ou casar com ela por razões políticas. À medida que a história avança, descobre que já não pode continuar escondida e que aceitar o seu lugar como rainha pode ser a única forma de salvar o seu povo… mesmo que a única coisa que ela queira é viver sossegada no campo.

Do outro lado está Kamran, o príncipe herdeiro de Ardunia. Cresceu preparado para governar um império em decadência, a lidar com um avô autoritário, crises políticas e profecias que anunciam a queda da família real. É inteligente, leal e profundamente dividido entre aquilo que o dever exige e aquilo que o coração insiste em complicar. É também um mestre na arte de transformar uma simples conversa numa crise existencial.

E depois aparece Cyrus, o misterioso rei de Tulan, para provar que a vida de Alizeh ainda não estava suficientemente complicada. Carismático, poderoso e moralmente… flexível, este rei fez um negócio com o Diabo, entra em cena com os seus próprios planos para Alizeh e para o futuro dos jinn. De repente, aquilo que parecia ser uma história de destino e romance transforma-se também num enorme jogo político, onde alianças mudam constantemente e ninguém revela todas as cartas. A partir daí, a série deixa de ser apenas sobre descobrir quem Alizeh é e passa a ser sobre decidir que tipo de rainha ela quer tornar-se.

Estes livros conseguem ser muito lentos na passagem do tempo (o primeiro livro relata uma semana na vida desta gente) mas ou mesmo tempo ter um ritmo super rápido e viciante. Li os três primeiros livros de seguida e depois decidi que iria ler o quarto em papel e tive que esperar que chegasse (espero começar a lê-lo amanhã!).

Todos estes livros merecem mais hype do que lhes deram e espero sinceramente que os leiam, porque são mesmo bons! Espero conseguir voltar em breve com o resumo de leituras mensal, mas não prometo nada. Entretanto, podem ser ver os posts antigos do blog sobre leituras 🤭

Beijinhos e bom domingo,

Maria Maçã

Uma resposta a “Resumo de leituras: Adeus Smut, olá Yearning!”

  1. […] série Shatter Me (cada um com o seu coping mechanism).Eu tinha-me apaixonado pela Tahereh Mafi a ler a série This Woven Kingdom e mesmo assim fiquei super surpreendida quando comecei a ler este livro porque o world building era […]

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